Tour de France
Tomando por empréstimo o título da famosa prova de ciclismo (www.letour.fr), quero compartilhar um dos projetos da viagem: dar uma quase-volta na pela francinha. Não de bike! De carro mesmo. Depois de alguns dias em Paris, tomar uma voiture e sair França a baixo…
Eis o projeto pré-aprovado (perdõem a aliteração…): deixar Paris e seguir até Dijon, onde se pode gozar dos vinhos e da Borgonha. Descer, atravesar Lyon, ir a Avignon e chegar a Aix-en-Provence. De lá, seguir a oeste em direção a Toulouse, passando por Nimes e Montpellier. Seguir para Bordeaux (e tome-lhe vinho), decidir que rota fazer no Vale du Loir e retornar a Paris. Cansou? Vejam um esboço aqui. 2000km de chão frio!
Não dá nesta entrada para detalhar cada possibilidade que cerca esses pontos principais. Lembram do mapão já mencionado? É uma tentação ver cada cidade e querer passar por elas. Faz do roteiro, portanto, uma coisa incerta, sujeita a modificações.
Mas me parece um bom projeto. Que acham vocês que lêem? Alguma sugestão ou aviso? Crio coragem para passar na ponte de Millau? Pertinho de Montpellier… Ideal para matuto se avexar e botar pra morrer lá de cima!
Paris-Amsterdam
Amsterdam é um lugar que dá uma vontade danada de voltar.

Então, pensem numa dica boa que vi no Conexão Paris: a partir de 13 de dezembro, será possível fazer viagem de trem de Paris para Amsterdam em um pouco mais de 3 horas (3h18), a viagem durava mais de 4h antes. Por isso, fui logo checar os preços no site www.voyages-sncf.com e tive uma notícia ainda melhor, em fevereiro, o trecho mais barato (2ª classe) tá mais ou menos 35 euros. Vale muito.
Street view
Para este post, não entrarei nas questões polêmicas de privacidade do recurso Street View do Google Maps, vou apenas falar que algumas coisas ainda costumam me surpreender de vez em quando (com certeza, meus sobrinhos não terão esse mesmo conflito na minha idade, todos já acham tudo normal).
Bom, estou lá no Google Maps procurando endereços: hotéis, pontos turísticos, lojinhas indicadas por um guia. Faço isso para saber algo mais sobre alguns locais, estações de metrô mais próximas. Então, tem um danado de um bonequinho amarelo na área de zoom, jogo o danado no mapa e ele me deixa passear pelas redondezas.
Para explicar melhor, o serviço lançado pela Google em 2007 trata de capturar imagens de ruas e avenidas de diversas cidades no mundo e cria uma maneira de visualizar os locais com a possibilidade de executar um tour em 360º. Sendo assim, você pode caminhar pelas ruas de Paris ou New York sem sair de casa.
Vai uma visitinha na Torre Eiffel?
O Street View ainda está chegando ao Brasil e terá as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte na estréia brasileira. Se isso é bom ou ruim, sinceramente eu não sei. Acho que sim, penso que não, costumo entrar em conflito com o assunto. O que você acha?
Sem dúvida, tem e terá suas utilizades por aqui, mas em relação a tudo mais que envolve isso, eu fico pensativa. De vez em quando, eu imagino: mas será o apocaplise?
Live in Paris – Baden Powell
Não tinha me tocado, mas ao postar o vídeo abaixo, acho que inaugurei a série “Live in Paris”. Por enquanto, meus posts de domingo. O show a seguir é de Baden Powell, brasileiro e um dos melhores violonistas de todos os tempos, no Le Petit Journal Montparnasse (1999), casa de Jazz em Paris. O lugar, aliás, já tem bom potencial para uma de nossas noites parisienses.
Baden Powell – Live in Paris
Rua de Belém, nº 84 a 92
Em 2006, após uma agitada viagem de 22 dias (Copa do Mundo da Alemanha), deixei Berlim com destino a Lisboa, lá passei um dia apenas, antes de retornar para casa. Minha amiga Adriana Reis, grande companheira de viagem, também resignada com a derrota brasileira para os franceses, fez-me um favor absurdo. Já que era bastante familiarizada com a capital portuguesa, resolveu fazer um quick tour para me apresentar a cidade naquele resto de dia.
Pegamos um metrô e fomos ao Parque das Nações, entramos no Shopping Vasco da Gama, também andamos de bondinho, caminhamos um pouco por uma espécie de orla, vimos a Ponte Vasco da Gama, vistamos rapidamente a Torre de Belém. Já era um belo fim de tarde. Então, fizemos uma parada tipicamente estratégica para os turistas brasileiros (e de outros países também) na rua de Belém, nº 84 a 92.
Fomos lá comer os originais Pastéis de Belém. “Por favor, dois para mim e um expresso”. O lugar tem tradição, foi fundado em 1837, eles dizem que lá os pastéis de Belém são feitos segundo uma antiga “receita secreta”, exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que fabricam tudo artesanalmente. Dizem que a receita se mantém igual até aos dias de hoje. Eu provei os dois, três, gostei, são de fato uma delícia. Tão bons que eu resolvi levar umas duas caixinhas para minha mamma no Brasil.
Mas por que não trazer? Bom, foi só no desembarque que eu descobri duas coisas importantes: não declare que está trazendo comida no avião e os “homi” adoram os vôos os da Tap para o Recife, geralmente carregados de pastéis de Belém. Por sorte, eles estavam simpáticos e se sensibilizaram com a causa. Mas é sempre bom avisar, não pode trazer não.
Caligrafia…
Exemplo de Pena

Interessante notar que há não apenas caligrafia ocidental, mas muita coisa oriental também. E engana-se quem pensa ser isso uma arte antiquada. As aplicações são infinitas. Naturalmente, cá estamos no limiar entre o uso de um CorelDraw ou dos dedos melados de nankin…

Vejam um exemplo tirado da internet:
Enfim, a Loja fica na 35 rue Quincampoix, 75004. Perto do Centre Pompidou! Voltarei com algumas penas novas, além de papel especial, talvez.
Live in Paris – Nina Simone

Em alguns momentos, é comum desejar ter vivenciado um acontecimento do passado. Acho que todo mundo já imaginou algo que gostaria de ter feito parte em determinada época e não fez, não por opção, mas porque o próprio fato do desejo antecede a sua existência.
Bem, eu não vou listar aqui vários momentos e acontecimentos que eu gostaria de ter vivido de fato, ou mesmo, outros períodos na história que de certa forma me encantam. Contudo, estou aqui para recomendar um álbum de Nina Simone e não posso deixar me imaginar vivenciando o show em Paris que deu origem ao disco. Aliás, quem dera ter ido a qualquer show dela…
O evento em questão, todavia, aconteceu 11 anos antes do meu nascimento. Aos que ainda não escutaram o show, o nome do disco é The Great Show of Nina Simone Live in Paris (1968). Já aos que já ouviram o álbum, imagino que muitos compartilham o meu desejo.
Crepe de Nutella
Bom, viajar para Paris, se não me falha a memória, é uma verdadeira orgia gastronômica. Tudo bem, eu sei, no esquema quase lisos na França, pode até ser que o estrago não seja tão catastrófico, mas considerando que até comida de rua por lá é uma tentação, fico pensando em radicalizar na dieta até fevereiro.
Isso porque, eu lembro muito bem (apesar de ter sido em 97), uma das coisas mais deliciosas, guardada na minha vaga memória da França, é parar e pedir um crepe de Nutella em algum quiosque de crepes de rua. Para ilustrar, ao invés de foto, achei um videozinho no Youtube. Delícia.
Crepe de Nutella em Paris:
Bon jour, je m’apelle…
Não falo francês. Atualmente, entendo algo. Mas eu gosto de idiomas. Eu tenho um inglês mais avançado pra viajar por ai sem receios, tenho um italiano desenrolado que não serve pra muita coisa (além de poder ler o cardápio do restaurante e pedir o prato com a pronúncia mais ou menos correta), mas o francês mesmo eu tenho uma trava. Mesmo assim, recentemente, fiz um semestre na Aliança Francesa, que serviu muito para abrir a cabeça para esse idioma tão refinado.
Algumas vezes, queremos aprender o básico para viajar. Geralmente, as prateleiras das livrarias estão repletas de livrinhos do tipo “Francês básico para viagem”, “Inglês para viajar em 5 dias”, etc e tal. Nesse post, vou sugerir um site de aprendizado de idiomas que, inacreditavelmente, meu pai me indicou. Eu me cadastrei há alguns meses. Achei interessante.
O site se chama Livemocha. É mais uma rede social, uma espécie a comunidade de aprendizado que oferece opções de aulas gratuitas e pagas, tudo vai depender do conteúdo que o aluno quer acessar.
Funciona assim, você não paga nada e pode escolher até 30 idiomas diferentes com 160 horas de aulas para cada um deles, com a possibilidade de receber dicas de nativos.
O curso free é mais focado em vocabulário e habilidades de conversação. Já o curso pago, que eu não tentei, promete melhores resultados no aprendizado, porque possui opções de downloads de áudio e vídeo, instrução adicional de gramática, revisões de exercícios por professores. Ou seja, um conteúdo mais denso.
Se você escolher mais de um idioma, vai notar que as imagens usadas nos exercícios são as mesmas, o método de ensino (grátis) também tem o mesmo formato. O site costuma acompanhar o seu acesso, mandar e-mails motivadores: seu progresso foi positivo, continue. O último que recebi, após um tempão sem acessar, era: “Você não quer mais aprender francês?” Oui, oui.
Bom, a dica é essa. Para quem vai viajar para algum lugar e quer ter a mínima noção do idioma nativo, Live Mocha, vale a pena dar uma olhada.
Paris, je t’aime
Paris, je t’aime faz parte da série “Cities of Love”, que reúne em uma única obra curtas metragens filmados em uma importante cidade do mundo. No filme da capital francesa, lançado em 2006, a cidade é vista sob a ótica de 21 diretores, incluindo a do brasileiro Walter Salles. Se não viu ainda, sem dúvida, vale a pena assistir (novamente também).
Para dar sequência à série, esse mês será lançado aqui o filme “New York, I love you”. Também teremos a versão brasileira “Rio, eu te amo” no mesmo formato. Já foram confirmados, inclusive, os diretores José Padilha (Tropa de elite) e Fernando Meirelles (Cidade de Deus/Ensaio sobre a cegueira). O filme deve chegar só em 2011 aos cinemas.
Guisadinho francês…
…ou Boeuf Bourguignon. É uma receita francesa de algo similar ao que chamamos aqui de picadinho, carne guisadinha ou coisa parecida. Isso me lembra muito os almoços na casa da minha avó Beth durante a minha infância. Eu gosto.
Ainda não tentei fazer, mas na Globo.com tem o chef Emmanuel Bassoleil ensinando a fazer a receita do Boeuf Bourguignon. Parece simples. Vou tentar em breve.
Naim no Bourbon – SP
Eu aqui pensando em ir no show de Yael Naim em Paris, ai fico sabendo que a danada vai se apresentar ainda este ano, em São Paulo, no Bourbon Street, no dia 10 de novembro. A dica foi de Circe Ferrario.



