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Lisboa-Porto-Lisboa
Em um dia, sairemos de Lisboa pela manhã, chegaremos à cidade do Porto, e retornaremos à Lisboa após anoitecer. Longe demais? Nem tanto. Inaugurou-se há não muito tempo uma linha de TGV, que nos carregará Portugal acima (e abaixo!).
Portugal é sempre referência para qualquer brasileiro. É um nome que chama atenção, claro. E creio que poucos brasileiros tiveram e terão chance de conhecê-lo. Todo mundo precisa saber que Lisboa (e a penísula ibérica como um todo) têm vida mais que antiga. Os registros são de 1.200 aC. De lá pra cá, até que muitas coisas aconteceram, não? Um apêndice desse processo foi vincular-se, por alguns séculos de maneira visceral, à Colônia fundada no que viria a se chamar Brasil. Época de apogeu, as grandes navegações ficaram estampadas no brasão.
Já a cidade do Porto, lá no norte, embora não tenha registros pré-históricos, teve papel importantíssimo na história da terrinha. Chamada antes Portus Cale, deu nome ao País.
Pela foto ao lado já se vê a atenção que daremos, nesse dia corrido, a vinhos do Porto. Maravilhosos, muitos deles ainda hoje guardam nomes ingleses. As uvas vêm de Vila Nova de Gaia, para produção principalmente no Douro. Bem, tomaremos alguns de certo. Possivelmente depois de comer tripas à moda do Porto, ou mesmo um sanduiche Francesinha. Que tal?
Au Dijon!
Dijon!
Pois não é que reservamos mesmo? Eis aqui: Hotel Republique, bem no centro (uma rua por trás da Plave de la Republique. Ótima localização as resenhas nos fóruns do ramo são ótimas, todas elogiando o ambiente familiar, aconchegante, prático e, claro, um bom café da manhã. Olhem ai uma foto do terraço.
Vale dizer que ele fica a 800 metros do Palácio dos Duques da Borgonha, uma visita obrigatória! É o Palácio que centralizava o governo do Ducado da Borgonha, um dos mais importantes da França medieval. Foi até independente durante certo tempo. 
Além disso, seguindo o conselho de todos os blogueiros e sites sobre o assunto, reservamos o carro pela internet com a antecedência recomendada. A empresa: AVIS, referência comum para brasileiros. Escolhemos a categoria correspondente ao Citroen C3, que nos dará espaço e conforto suficientes para dar uma volta na França.
Mostarda estragada? Ih…
Data chegando! Don’t Panic!!!!
Bem, essa semana acertamos o seguro médico, indispensável para entrar na Europa. Uma tentação contratar o seguro para esportes radicais, mas não está parecendo o perfil dessa viagem, está? Bem, trata-se do seguro www.isisbrasil.com.br, agenciado pelo STB aqui em Recife. Imprevistos são imprevistos, e vice-versa! Ainda mais elevando o risco turístico com uma volta de carro pelo pais… mais que necessário.
Bem, hoje ainda verão aqui a confirmação da hospedagem em Dijon/Borgonha e mais algumas cidades do trajeto que faremos de carro. Em Dijon, é um dilema, por exemplo, fechar um hotel no centro da cidade, contando com a estrutura de apoio, ou em um vilarejo da Borgonha, como Gevrey-Chambertin: vinho maravilhoso!
E também, dicas sobre o aluguel da voiture!!!! Hoje estará fechado também!
Versailles
Prometo dedicar maior cuidado a uma entrada sobre Versailles… Enquanto não o faço, que tal checar como está o tempo por lá? Checar com os olhos, claro… Saquem a webcam instalada no Trianon Palace…
Tour de France
Tomando por empréstimo o título da famosa prova de ciclismo (www.letour.fr), quero compartilhar um dos projetos da viagem: dar uma quase-volta na pela francinha. Não de bike! De carro mesmo. Depois de alguns dias em Paris, tomar uma voiture e sair França a baixo…
Eis o projeto pré-aprovado (perdõem a aliteração…): deixar Paris e seguir até Dijon, onde se pode gozar dos vinhos e da Borgonha. Descer, atravesar Lyon, ir a Avignon e chegar a Aix-en-Provence. De lá, seguir a oeste em direção a Toulouse, passando por Nimes e Montpellier. Seguir para Bordeaux (e tome-lhe vinho), decidir que rota fazer no Vale du Loir e retornar a Paris. Cansou? Vejam um esboço aqui. 2000km de chão frio!
Não dá nesta entrada para detalhar cada possibilidade que cerca esses pontos principais. Lembram do mapão já mencionado? É uma tentação ver cada cidade e querer passar por elas. Faz do roteiro, portanto, uma coisa incerta, sujeita a modificações.
Mas me parece um bom projeto. Que acham vocês que lêem? Alguma sugestão ou aviso? Crio coragem para passar na ponte de Millau? Pertinho de Montpellier… Ideal para matuto se avexar e botar pra morrer lá de cima!
Caligrafia…
Exemplo de Pena

Interessante notar que há não apenas caligrafia ocidental, mas muita coisa oriental também. E engana-se quem pensa ser isso uma arte antiquada. As aplicações são infinitas. Naturalmente, cá estamos no limiar entre o uso de um CorelDraw ou dos dedos melados de nankin…

Vejam um exemplo tirado da internet:
Enfim, a Loja fica na 35 rue Quincampoix, 75004. Perto do Centre Pompidou! Voltarei com algumas penas novas, além de papel especial, talvez.
Anotações sobre o mapa da França
Como primeira contribuição neste caderno de “préviagem”, resolvi anotar as primeiras ideias sobre o uso do mapa da França, na pretensão de percorrer alguns quilômetros de carro.
Pois bem.
A atração por mapa impresso é a primeira nota relevante. Há certamente variadas formas de consultar o território de todo o mundo, hoje. Google Maps e Google Earth são exemplos. Contudo a rapidez do acesso costuma importar na rapidez do esquecimento (e já estamos prestes a discutir a muita vez triste velocidade desta vida de hoje!). O mapa de papel (o livro, a revista, a capa de disco, o jornal) cumpre um papel diferenciado, de consulta mais demorada, atenciosa e – eu diria por efeito – mais construtiva, permanente. Talvez venha isso da formação – geração crescida com livros de geografia, cartolina, tinta guache, ao contrário dos trabalhos escolares encomendados ao estilo virtual. Resulta isso no prazer de por no colo ou esparramar na mesa um bom mapa, seguir estradas com os olhos e observar as tangentes possíveis. Indagar a diferenciação das cores, estimar sem exatidão distâncias etc.
É óbvio que os guias impressos já trazem mapas, geralmente moldados segundo as abordagens e os roteiros sugeridos; e de mapa em mapa acaba-se por construir um verdadeiro mosáico.
De impulso, mas de certo inconscientemente direcionado pelo gosto de ter o mapa de papel na mão, terminei por conseguir um belíssimo exemplar de um mapa da França. Exagerado, naturalmente. Trata-se do AA Big Easy Red France, um baita calhamaço encardenado com espiral. É belíssimo. Chega a ser uma referência para qualquer tipo de consulta, não apenas turística. São 250 páginas em papel A3, das quais cerca de 200 são da França, com estradas principais e acessórias. Utilidade extra para os desavisados pés pesados: há indicação de controle de velocidade nas rodovias. Há também mapinhas menores das centros das principais cidades.
Um dos prazeres particulares de mapa é demoradamente paquerar o trecho entre Dijon e Beaune. É um passeio certo, que tomará no mínimo dois dias de viagem, e em que tomaremos algumas… Olhando os arredores da rodovia, quer-se logo mergulhar de cima. Basta dizer que as pequeninas cidades têm por nome Gevrey-Chambertin, Chambolle-Mussigny, Vosne-Romanée, Nuit-St-Georges… Ou seja: a quietude onde moram os melhores vinhos da Borgonha, na Cote d’Or. Complicadíssimo isso, pois como ir de uma a outra na condução do carro…? Altíssimos índices de concentração de álcool no sangue.
Em verdade, a proximidade das cidades permite uma programação confortável. Não parece ser necessário beber em todas, pois diz-se haver locais de degustação em cada uma delas, ou nas maiores, onde se pode ter toda a região nas taças. Neste exato momento, estou gastando mais tempo olhando o mapa do que me concentrando na redação deste post…



